Maternidade perfeita, é a mãe estar bem!

Tem que escolher pelo parto humanizado e sem analgesia, tem que querer amamentar e em livre demanda até 2 anos, tem que fazer BLW, tem que usar fralda ecológica, tem que usar sling, não pode se queixar, dizer que é difícil, não pode ‘surtar”, não pode se arrepender de ter escolhido ser mãe e não pode voltar o tempo…Ufa!

A lista do “tem que” da maternidade é extensa e cruel com as mulheres. Sim, com as mulheres. Não vemos essa exigência da lista de “tem que” quando falamos de parentalidade e dos pais. É automático, enraizado, é cultural, e é pesado. A sobrecarga, e toda a responsabilidade fica centrada em uma única figura: a mãe Não estamos falando aqui sobre divisão de tarefas, mas sim sobre carga mental materna.

Essa cobrança e carga mental sobrecarrega demais as mulheres que, ao não se encaixarem neste modelo “esperado”, se sentem culpadas, que estão “sempre devendo como se existisse um único tipo de maternagem a ser seguido. Lembre-se que maternidade não é um pacote e você não precisa seguir “todas as regras”.

O pediatra e psicanalista Winnicott já dizia que a “mãe suficientemente boa” não é perfeita, mas aquela que falha e tenta corrigir seus erros tentando sempre fazer o seu melhor. Sua teoria sugere que quando a mãe tenta ser perfeita acaba sofrendo mais do que deveria, pois suas expectativas acabam sendo frustradas.

O que precisamos então para ter uma maternidade mais leve? Compreender os nossos processos emocionais, referências e vivências que permeiam a construção da nossa maternidade. Descontrução familiar de papéis pré-estabelecidos, novos acordos.Menos cobranças, menos culpa, menos comparações e reduzir a lista do “tem que”. Busque sempre informações e faça as escolhas que fazem sentido para o seu maternar. O seu jeito de maternar é só seu e pode ter certeza que a melhor mãe para os seus filhos é uma só: você!

Daniela Andretto