Eu sou a pior mãe do mundo. Você já disse essa frase?

Maternidade e culpa nao devem andar lado a lado. Mas, existe sim uma culpabilização materna de que “sou a pior mãe do mundo” porque perdeu a paciência, porque desejou ter uns momentos off kids, porque não tinha cinco cores no prato e o jantar foi só arroz com ovo mexido.

Mas, já parou para pensar o que te faz sentir “a pior mäe do mundo?”. Por que colocar-se neste lugar de juíza de si mesma? Com quem você anda se comparando? Com a “instagrammer” que está maquiada ás 9h da matina e que fez panqueca de aveia no café da manhã dos três filhos pequenos? Ou com sua amiga que está sarada meses após parir e que está sempre sorridente com o bebé nos braços?

Vamos combinar que a vida da rede social é bem diferente da real e que a culpabilização materna começa ai. Você pode não ter tido o parto que sonhou, não ter amamentado, ter colocado a cria na escolinha com quatro meses e isso não te faz ‘menos mãe’. A maternidade se torna mais leve e menos competitiva quando paramos de achar que estamos sempre devendo. “Ah deveria brincar mais com meu filho” ou “não deveria ter deixado ele dormir sozinho no berço”.

Tentativas fazem parte da maternidade. Erramos como mães assim como erramos no trabalho, nos relacionamentos, na vida! Não estamos falando aqui de negligência e da ausência dos direitos básicos às criancas, entre eles também o amor e segurança, indiscutiveis.

Aceitar suas escolhas e saber que você é humana é o primeiro passo para a maternidade ser um pouco mais leve. Saiba que a melhor mãe que seu filho poderia ter é voce.

Daniela Andretto